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Barueri é eleita o paraíso dos corruptos

Vez ou outra nos deparamos com escândalos envolvendo políticos de Barueri.

O caso mais emblemático foi o de Gilberto Macedo Gil Arantes, que chegou a ser afastado da cadeira de prefeito. Mas também já saiu no noticiário dezenas de matérias sobre corrupção no nosso município, dando conta de que foram superfaturados materiais escolares, uniformes, obras públicas, shows de cantores famosos, até a alça de acesso de uma ponte já foi roubada e nada aconteceu.

Desta vez a imprensa noticiou que foi feito um procedimento de busca e apreensão na residência de Daniel Lancaster Gonçalves Grassano de Moraes, onde também reside sua esposa Natália Arantes, a filha de Gil Arantes.

A medida originou-se a partir de um pedido da Polícia Federal, que investiga um esquema de fraudes em licitações na aquisição de kits escolares (Operação Coffee Break). Daniel Lancaster seria um dos operadores financeiros do esquema, que movimentou mais de 111 milhões de reais. Lancaster teve as contas de suas empresas bloqueadas em 187 mil reais.

A família Furlan também já foi alvo de investigações da PF na Operação Prato Feito, que apurava irregularidades em contratos de fornecimento de merenda escolar.

Enfim, a maioria das notícias surge de investigações feitas por órgãos de FORA do município de Barueri. Ou seja, são investigações feitas em outros municípios que acabaram RESPINGANDO em Barueri.

Mas por qual motivo não há notícias sobre investigações feitas em Barueri?

Pelo simples motivo de que TODAS elas são levadas ao ARQUIVO!!!

É exatamente isso que o leitor acabou de ler. Não só a Câmara Municipal, como também o Ministério Público e a Polícia Civil atuam EM FAVOR dos políticos e empresários corruptos de Barueri. E temos vasta documentação que comprova esta posição bizarra adotada pelos órgãos (in)competentes.

São dezenas de noticias de crimes elaborados pela ATB – Associação Transparência Barueri, assim como dezenas de pareceres realizados pelo Tribunal de Contas do Estado, concluindo que houve superfaturamento ou irregularidades em contratações feitas pela Prefeitura de Barueri, mas o Ministério Público simplesmente ignora e manda para o arquivo. Isso sem contar as centenas de denúncias feitas pelos próprios munícipes que são engavetadas de forma sumária.

Aliás, a respeito de Daniel Lancaster, a ATB enviou provas robustas de diversos crimes cometidos por esta pessoa e seus comparsas, mas o MP simplesmente ignorou todas elas e mandou o caso para o arquivo.

Veja matéria abaixo:

MP arquiva investigação contra Daniel Lancaster ignorando provas, vínculos funcionais, notas fiscais frias e indícios de lavagem.

Apesar de documentos comprovando relações diretas, pagamentos cruzados, empresas de fachada, contradições nos depoimentos e enriquecimento incompatível, o Ministério Público encerrou o caso sem perícia, sem quebra de sigilo e sem verificar superfaturamento de mais de R$ 17 milhões.


MATÉRIA COMPLETA – ATB INVESTIGAÇÃO

A Associação Transparência Barueri (ATB) obteve acesso aos autos do Inquérito Policial nº 0000600-21.2017.8.26.0068, instaurado para apurar uma série de denúncias envolvendo o ex-Secretário Municipal Daniel Lancaster Gonçalves Grassano de Moraes, seu sogro – o ex-prefeito Gilberto Macedo Gil Arantes – e diversos empresários ligados ao grupo político e familiar.

Embora a denúncia inicial apresentasse provas contundentes de corrupção, fraude licitatória, notas fiscais frias, ligação entre empresas, lavagem de dinheiro e enriquecimento incompatível, o Ministério Público arquivou a investigação sem realizar nenhuma diligência essencial.

A seguir, a ATB expõe o que foi ignorado pelo MP.


 1. Provas ignoradas: empresas ligadas diretamente ao secretário

A Notícia-Crime apresentada pela ATB comprovou que quatro empresas – Buriti, Zoomprint (DGM), Comercial MP e Aries – todas ligadas a amigos íntimos ou laranjas de Daniel Lancaster, receberam R$ 17.081.613,68 da Prefeitura entre 2013 e 2016.

Os documentos mostram:

mesmos contadores

mesma data e forma de alteração societária

capital social idêntico (R$ 300 mil)

endereços falsos ou incompatíveis

lojas de roupas funcionando como “sede”

sócios sem capacidade financeira real

empresas que faturam milhões e fecham logo depois

Mesmo com todas essas características típicas de empresas de fachada, nenhuma perícia contábil ou de engenharia foi realizada.


 2. MP ignorou ligação pessoal, financeira e funcional entre investigados

A ATB juntou documentos que provam que Josivaldo Bezerra dos Santos, apontado como “sócio” da Zoomprint, mentiu no depoimento ao afirmar que não conhecia Daniel Lancaster.

A prova documental mostra:

Josivaldo era funcionário comissionado na mesma Secretaria comandada por Daniel.

Enquanto funcionário da Prefeitura, emitia notas fiscais para a própria Secretaria.

Josivaldo utilizou o mesmo contador das empresas da família Lancaster.

Zoomprint funcionava no mesmo imóvel onde havia:

a Ótica Popular (de Daniel)

a residência de Daniel

a antiga sede da DGM (iniciais de Daniel Lancaster Gonçalves Moraes)

Após deixar a Prefeitura, Josivaldo foi indicado para um cargo na ALESP pelo pai de Daniel.

Depois, foi contratado pela Ótica Lancaster, pertencente à família.

Todos esses vínculos foram devidamente documentados no processo e não foram analisados pelo Ministério Público.


3. Prova explosiva ignorada: Zoomprint pagou multa da Ótica Tyler, empresa do grupo Lancaster

Documento anexado ao inquérito mostra que:

Em 11/06/2014, a empresa Zoomprint pagou uma multa de trânsito registrada em veículo da Ótica Tyler Ltda.

A Ótica Tyler pertence ao grupo empresarial da família Lancaster.

Isso é uma prova direta de:

relação financeira

relação operacional

vínculo comercial

uso de empresas para pagamentos cruzados

Essa evidência destrói totalmente as alegações dos investigados de que “não possuíam qualquer relação”.

O MP não mencionou essa prova no arquivamento.


 4. Enriquecimento incompatível ignorado

Durante os anos investigados, Daniel Lancaster:

construiu mansão avaliada em mais de R$ 5 milhões, no Alphaville 0

comprou veículos de luxo como Porsche Cayenne Turbo

mantinha padrão de vida incompatível com salário de R$ 14.964 mensais

Nenhuma análise patrimonial foi feita.
Nenhuma quebra de sigilo.
Nenhuma investigação financeira.


5. Mentiras comprovadas nos depoimentos – e ignoradas pelo MP

Nos pedidos de juntada ao inquérito, a ATB provou:

que Daniel e Josivaldo mentiram ao delegado

que omitiram relações funcionais

que documentos contradiziam suas falas

que houve clara obstrução da investigação

Mesmo assim, o MP não:

pediu prisão preventiva

determinou novas oitivas

solicitou exame grafológico

analisou as contradições

investigou dolo, culpa ou vantagem indevida

A investigação baseou-se unicamente nas declarações dos próprios investigados.


 6. O Ministério Público não fez NENHUMA das diligências essenciais

Nenhuma dessas etapas mínimas foi feita:

 Perícia técnica

Perícia contábil

 Perícia de engenharia

 Quebra de sigilo bancário

 Quebra de sigilo fiscal

 Análise de notas fiscais

 Verificação de entrega real de mercadorias

 Confronto de preços com tabelas oficiais

 Análise de patrimônio

 Investigação de lavagem de dinheiro

 Rastreio de pagamentos

Mesmo assim, o MP concluiu que:

“não houve dano ao erário”
“não houve superfaturamento”
“não houve vínculo entre os envolvidos”

Conclusões sem base técnica alguma.

Este é o Ministério Público de Barueri.

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